page loader

Curiosidades sobre o Código de BarrasNesse post, vamos mostrar algumas curiosidades, a respeito do uso do código de barras aqui no Brasil!

INTRODUÇÃO

 

 

Foi no final da década de 40 que começou a surgir a demanda pelo código de barras, embora a ideia sobre esse tipo de solução sequer existisse.
Bernand Silver e Joseph Woodland, engenheiros americanos, começaram a desenvolver um símbolo que, após receber uma leitura, geraria um padrão numérico.
Esse padrão seria lido por um computador, que faria uma conversão e apresentaria as informações sobre o código em questão.
Embora tudo isso parecesse relativamente simples, na década de 50 o desenvolvimento da tecnologia estava muito aquém do que os inventores na época necessitavam. Eles
trabalharam para criar um símbolo que pudesse ser escaneado e, em 1952, receberam a patente do que seria o primeiro e mais rudimentar código de barras.
Ao mesmo tempo, Woodland trabalhava na IBM para desenvolver um leitor de código de barras — afinal, a invenção não teria potencial se não
pudesse ser lida e transmitir as informações.
Ele fez alguns testes, mas soube que a tecnologia da qual precisava para que o código de barras funcionasse ainda não existia e demoraria alguns anos até que
surgisse. Com a patente tendo validade, Woodland e Silver sabiam que a venda da ideia era uma necessidade, mas os preços até então oferecidos pela IBM estavam muito abaixo
do que eles achavam justo. Em 1962, a Philco ofereceu um valor justo e a patente foi vendida.
Por quase 10 anos a mais, entretanto, ela continuou acumulando poeira. Em 1971, foi vendida à RCA.
Foi com a chegada dos anos 70 que as coisas começaram a mudar. Como a tecnologia passou a ficar mais acessível, os scanners e leitores de código de barras passaram a ser uma possibilidade real. Sabendo que era uma
questão de tempo até que os códigos de barras passassem a ser usados, implantaramse as medidas de padronização, como a legibilidade de qualquer ângulo, o preço baixo e a flexibilidade exigidos pelas etiquetas — do contrário, a solução não seria viável.
Assim, em 1973 um grupo de empresáriosdo ramo de supermercados decidiu solicitar a diversas empresas que apresentassem uma solução para a leitura rápida de mercadorias, do jeito que o setor já precisava há mais de 20 anos.
Uma das empresas que recebeu a solicitação foi a IBM, onde George Laurer foi incumbido de fazer funcionar a invenção de Woodland.
Ele, então, criou o código retangular, menor e capaz de ser escaneado e oferecer as informações em questão. O sistema de leitura de códigos de barras também foi
desenvolvido pela empresa.
Em 1974, foi uma caixa de chicletes o primeiro produto comprado com o auxílio de um código de barras que, até então, só existia em sua
versão inicial, o UPC.
De lá para cá, as necessidades mudaram, a tecnologia se tornou cada vez mais acessível e novos códigos de barra surgiram para atender aessas novas demandas. Uma das evoluções mais recentes consiste no código QR.

CURIOSIDADES

Ainda a respeito de seus inventores, Woodland e Silver nunca ficaram realmente ricos com a patente, afinal, não puderam explorá-la completamente.
Foi somente em 1992 que Woodland recebeu a National Medal of Technology and Innovation, medalha de reconhecimento para invenções tecnológicas.
Em 2012, ele faleceu aos 91 anos e, embora não tenha ganhado dinheiro com a patente, recebeu ainda que tardiamente o reconhecimento pela invenção.
Por falar na invenção, uma das primeiras ideias de Woodland foi utilizar uma tinta reativa aos raios UV. Embora parecesse promissor para a
leitura, a tinta era cara e pouco instável, então a ideia precisou ser reformulada.
Da mesma forma, inicialmente o código de barras era circular e em forma de alvo. Além deser muito grande e de manchar o produto, ele apresentava problemas de legibilidade. Com o
aprimoramento de Laurer, o código de barras ganhou o aspecto retangular pelo qual ficou mundialmente conhecido.

 

Os códigos de barras têm alguns mistérios e curiosidades interessantes. No Brasil, por exemplo, ele só começou a ser utilizado na década de 1980. Nos anos 90, a automação
comercial ainda era uma verdadeira revolução, geralmente destinada a grandes empresas do ramo. Atualmente, o código de barras é utilizado de maneira mais ampla, democrática e acessível, facilitando a integração cada vez maior entre negócios e tecnologias.

 

FONTE: EBOOK GS1 - TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE CÓDIGO DE BARRAS